As artes da nossa terra

O vasto e rico património cultural português, constituído ao longo dos seus oito séculos de existência, e revelado por artes manufaturais – ancestrais – é a prova inequívoca, de quão diferentes são, entre si, as várias regiões de Portugal.

Porque a riqueza das nossas artes e ofícios tradicionais é para nós inquestionável, desde 1996, que a “A Arte da Terra”, tem como objetivo apresentar uma seleção de trabalhos de rigor e qualidade, conjugando tradição e modernidade, e onde coabitam diferentes gerações e correntes artísticas (artesãos, escultores, joalheiros, designers).

Depois de 10 anos em Almada, em 2006 a “A Arte da Terra” instalou-se no coração histórico de Lisboa, num espaço – antigas cavalariças da Sé – com séculos de história, assumindo de forma inequívoca o papel de montra da cultura portuguesa para o mundo. 2020 marcou o ano da nova mudança, desta feita para o carismático Bairro lisboeta da Graça, na rua de acesso a um dos mais belos miradouros da capital, o Miradouro Senhora do Monte.

Azulejaria

Desde o início da Produção de Azulejos em Portugal – por volta do século XVI – numa época de forte influência da corrente do Renascimento Italiano-grotesco, cinco séculos de relação intensa da arte e da cultura portuguesa com a azulejaria se passaram, séculos nos quais se assistiu ao “passar” de diferentes e fortes correntes artísticas, desde o neoclassicismo do período de D. Maria ao Historicismo e Nacionalismo da primeira metade do século XX.
Lisboa começa então a revestir-se de azulejo, em habitações, estações de caminho de ferro, mercados, lojas… e hoje, em pleno século XXI é por demais evidente a riqueza e a importância que o azulejo assume na história e na cultura da capital.
Estas abordagens de temas de relevo cultural, são presença marcante em “A Arte da Terra”, através dos trabalhos dos melhores artistas de Lisboa, neste universo fantástico da azulejaria

Cortiças

Desde há milénios que a cortiça se tornou companheira de percurso da evolução do homem. Há 5.000 anos já era usada nas artes da pesca, desde a longínqua China às praias da Babilónia. Devido à sua durabilidade, resistência e impermeabilidade, a cortiça é hoje em dia usada na confeção dos mais variados objetos, desde acessórios de moda, a peças utilitárias do quotidiano.

Figurado

O homem desde sempre teve “necessidade” de se construir, de se retratar, em figuras com maior ou menor fidelidade. O seu imaginário fantástico transportá-lo-ia para universos onde também poderiam “habitar” deuses e diabos, pássaros e monstros, anjos e outras figuras saídas do imaginário popular.

Este foi o ponto de partida para uma diversidade inesgotável, que – neste inicio de século – á volta do figurado, se reunam obras que são exemplo de tradição e modernidade, quer a abordagem seja a arte sacra ou figuras pagãs, ou outras. Dezenas de artistas de diferentes gerações e correntes artísticas, apresentam as suas obras, em forma de figurado.

Pintura

Um leque de obras em aguarela e acrílico, numa reunião de pinturas originais inspiradas em vários temas da cultura portuguesa, maioritariamente, na arquitectura e no quotidiano lisboeta.

Bordados

Castelo Branco, Viana do Castelo, Felgueiras, Açores… Pontos de origem que marcam de forma clara o universo dos Bordados portugueses, onde séculos de história confirmam um talento feminino sem igual.

Crivo, Richelieu, Tibaldinho, Ponto Grelhão, Bainhas Abertas…. as opções maiores do universo de Bordados que poderemos disponibilizar.

Escultura

A Arte da Terra tem apostado na diversidade do talento dos artistas portugueses, dos mais prestigiados artesãos nacionais a jovens gerações, passando por escultores de renome.

Aqui encontra uma vasta mostra de esculturas, mais contemporâneas ou tradicionais , uma arte que engloba formas abstratas e concretas que nos transporta para o imaginário de cada um, podendo ser feita de fora para dentro, esculpindo um bloco e dando-lhe uma forma artística ou, através da modelagem, recorrendo a materiais como a cerâmica, a pedra, o ferro, a madeira, cortiça, pasta de papel ou tecidos.

Joalharia de Autor

Procuramos nos adornos, criatividade, beleza e originalidade, por isso, selecionámos jovens criadores que se têm destacado no universo da joalharia, que executam jóias em ouro, prata, pedra, latão, inox e cerâmica, apresentando uma diversidade de peças únicas de autor, conjugando tradição e modernidade, adequadas a diferentes estilos.

Atoalhados

Apresentamos uma amostragem da qualidade de têxtil lar, algodão, fabricado em Guimarães, que vai desde, lençóis, colchas, atoalhados, panos de cozinha e toalhas de mesa.

Cerâmica Decorativa

É múltipla a dimensão de obras abrangidas pelo conceito de cerâmica utilitária e decorativa, que disponibilizamos em a “A Arte da Terra”.

Desde a riqueza e variedade da cerâmica das Caldas da Rainha, onde Bordallo Pinheiro é nome maior de dimensão internacional, passando pela cerâmica tradicional do Alentejo, sem esquecer as novas tendências, fruto do talento de novas gerações de artistas e designers, os quais, a partir de símbolos marcantes da cultura tradicional portuguesa, criaram peças onde conjugaram tradição e modernidade.

Perfumaria e Mercearia

Selecionamos produtos com qualidade garantida para apresentarmos o nosso país ao público estrangeiro.
Vinho do Porto Fonseca e Taylors; Vinho de Mesa da Quinta do Alcube (Premiado); Compotas de Resende e do Algarve; Chá da Gorreana dos Açores; Bolos do Gregório; Mel de Apicultor; Sal de Aveiro; Azeite da Herdade da Ventosa (Premiado); Atum de Santa Catarina, Açores; Conservas “La Gondola”; Sabonetes Castelbel e Portus Cale.

Tecelagem

Urdir a teia, tecer a vida. Poderia ser o mote para relatar a cultura do linho, tão fascinante, quanto complexa: da sementeira ao tear, mais de vinte fases completam o ciclo: mondar, ripar, macerar, espadelar, assedar, fiar… são apenas alguns exemplos.

O burel, definido nos dicionários como um “tecido grosseiro de lã”, é hoje tão suave, quanto, quente e elegante. É o contraste das frieza das palavras com o calor e a magia patentes no percurso que vai desde a lã no corpo da ovelha á peça de roupa. Tosquiar, lavar, secar, fiar, preparar a teia, pisoar, prensar. Estes são alguns dos muitos passos necessários para que “exista” burel.

A este ritual, junte-se um tear manual e a arte magistral de o trabalhar, arte feita da sabedoria adquirida ao longo de gerações e enriquecida através dos tempos, e, felizmente, preservada em aldeias e serras deste país. E assim, do linho e do burel, podemos encontrar elegantes peças de vestuário, desenhadas por estilistas, com todo o conforto exigido neste inicio de século, para além de diversas tecelagens das quais resultam cortinados, painéis, panos decorativos, toalhas de mesa, tapetes de lã…